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16 de julho de 2008

Vamos lá rever isto...



Banco de Portugal baixa crescimento económico para 1,2 por cento

O Banco de Portugal baixou a sua previsão do crescimento económico deste ano para 1,2 por cento, uma diminuição de oito décimas em relação à previsão anunciada em Janeiro e que era de dois por cento.

O boletim económico de Verão sustenta esta revisão em baixa na deterioração de quase todas as componentes macroeconómicas, em particular na forte quebra do investimento, que passa a crescer apenas um por cento, contra os 3,3 por cento apontados em Janeiro passado, da procura interna, que recua para um por cento (era 1,4 por cento no início do ano) e nas exportações (abranda para 4,4 por cento, menos cinco décimas do que em Janeiro).

Ao contrair-se duas décimas, o consumo público poderá ajudar às contas do Estado, mas não contribui para a progressão do PIB. Anteriormente, o Banco de Portugal previa a estagnação dessa variável. No consumo privado, as estimativas dos técnicos do regulador do sector bancário sugerem até uma ligeira aceleração para 1,3 por cento, mais duas décimas do que os 1,1 por cento sugeridos em Janeiro.

O abrandamento das exportações é acompanhado pela expansão das importações, que passam a crescer 3,3 por cento, mais quatro décimas do que na previsão de Inverno.

Quanto aos preços, o Banco de Portugal acompanha a tendência actual e revê em alta a inflação (indicador harmonizado com a Zona Euro, IHPC) para três por cento, contra os 2,4 por cento de Janeiro. O agravamento dos preços dos produtos alimentares, dos transportes e da energia é uma realidade que se acentuou no final do primeiro trimestre e início do segundo e que está traduzida nas novas previsões do banco central.

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15 de julho de 2008

E continua...



Produtos alimentares e transportes agravam inflação para 3,4 por cento


A inflação homóloga de Junho aumentou seis décimas, para 3,4 por cento, em comparação com o mês precedente, enquanto a inflação média subiu igualmente para 2,7 por cento, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na variação homóloga, contribuíram para o agravamento dos preços, essencialmente, as componentes de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e os transportes. A concorrência entre os três operadores de telecomunicações móveis e fixas tem permitido baixar o preço médio no sector, com efeitos no índice de preços ao consumidor. Esta é a única componente do índice que baixou em Junho, refere o INE.

Um outro dado transmitido pelo organismo de estatística público é que na comparação da variação de Junho com a média das taxas dos três meses anteriores, os produtos alimentares subiram 2,3 pontos percentuais e os transportes, induzidos pelo agravamento dos combustíveis, avançaram 1,1 pontos percentuais.

Retirando os produtos alimentares e energéticos, o indicador de inflação subjacente aumentou 2,3 por cento em valores homólogos, apenas uma décima em relação a Maio.

A análise da evolução mensal aponta para um agravamento dos preços de 0,5 por cento entre Maio e Junho deste ano, sob o efeito dos produtos energéticos, em primeiro lugar, e o peixe e os produtos hortícolas, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

A inflação homóloga registada em Junho (3,4 por cento) aproximou-se do último recorde apurado há dois anos, em Junho de 2006, que foi de 3,5 por cento, mas fica ainda distante dos quatro por cento atribuídos ao conjunto dos 15 países da Zona Euro no mesmo mês. Os produtos alimentares e energéticos têm sido os motores da vaga de subida dos preços que se verificam um pouco por toda a Europa, EUA e Ásia.

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4 de julho de 2008

Ajudar, ma non troppo...


Promessa fiscais de josé sócrates para as familias terão efeitos marginais


As promessas do primeiro-ministro de aumentar as deduções fiscais relativas a despesas com habitação e de reduzir as taxas de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) deverão ter um resultado nulo ou pouco significativo nos bolsos dos contribuintes.
(...)
As estatísticas de IRS de 2006 e a própria lei permitem verificar, no entanto, que o aumento não terá resultados significativos, uma vez que, em média, as famílias com rendimentos mais baixos já não pagam IRS.
(...)
Nestes três escalões encontram-se 2,5 milhões de famílias, de um total de 4,3 milhões que entregaram declaração em 2006. Segundo essas estatísticas, apenas pouco mais de um milhão utilizou a dedução dos encargos com compra de habitação em 2006, tendo deduzido 447 milhões de euros. Ou seja, mesmo que este milhão de famílias estivesse dentro dos três escalões mais baixos, a poupança nunca ultrapassaria 14 euros mensais.
(...)
Alguém ganha com o IMI?

Actualmente existem duas bandas de taxas de IMI. Uma entre 0,2 e 0,5 por cento e aplica-se aos prédios novos ou transaccionados a partir de 2003; e outra entre 0,4 e 0,8 por cento para os restantes prédios. Dentro destas bandas cada município define a taxa.
A promessa do primeiro-ministro é de que irá reduzir estas taxas, mas a medida pode não ter grandes efeitos. Primeiro, porque a lei já isenta de IMI as famílias que preencham duas condições: que tenham um rendimento anual inferior a cerca de 10 mil euros e cuja casa não tenha um valor patrimonial superior a cerca de 50 mil euros. Ou seja, estes contribuintes não irão sentir qualquer diferença.
A lei permite ainda outra isenção. As casas cujo valor patrimonial seja inferior a 157.500 euros estão isentas por seis anos e as casas entre 157.500 e 236.250 euros estão isentas por três anos. Como por lógica os contribuintes de rendimentos mais baixos compram casas de valor mais reduzido, a grande maioria goza de isenção, logo, enquanto a mantiverem, não sentirão a redução de taxas.
Assim, apenas beneficiarão os contribuintes que já perderam a isenção e todos os que compraram casas de valor mais elevado. Refira-se que, segundo números publicados pelo Jornal de Negócios, 70 por cento das casas transaccionados entre 2004 e Janeiro de 2006 estavam isentas de IMI.
Mas mesmo os contribuintes sem qualquer isenção poderão não sentir a redução de taxas uma vez que são as câmaras a fixá-las e muitas delas já aplicam valores abaixo do limite máximo. Analisando os 10 concelhos mais populosos do país, verifica-se que apenas três aplicam as duas taxas máximas (0,8 e 0,5 por cento). Lisboa, por exemplo, aplica uma taxa de 0,7 e 0,4 por cento. Logo, se o Governo vier a descer os limites máximos para 0,7 e 0,4 por cento, os munícipes de Lisboa não notarão qualquer alteração.

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Nada que não desconfiassemos...


Salários Portugueses são dos que mais desceram

O que muitos portugueses já sentem no dia-a-dia foi confirmado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE): que os salários dos lusos caíram 2,6% em 2006. O relatório confirma uma realidade partilhada por muitos dos cidadãos nacionais que, segundo a mesma fonte, foram os que mais perderam em termos de remuneração do total de nações da OCDE. Mas as más notícias não se ficam por aqui. O mesmo documento avança que a média dos vencimentos recebidos, por ano, pelos portugueses é menos de metade do que o dos residentes nos restantes países da zona euro.

Salários dos mais baixos

Contas feitas, 11 616 euros é quanto somou, em média, o salário dos lusos no ano de 2006. Um valor muito aquém dos 25 290 euros auferidos nos países da OCDE e dos 24 666 dos países da União Europeia. Pior do que nós estão apenas a Hungria, República Checa, Polónia e Eslováquia. Do lado oposto da balança estão países como a Suíça, onde vale a pena trabalhar, já que o salário médio anual recebido chega aos 38 435 euros. No segundo e terceiros lugares do top encontram-se, sem surpresa, o Luxemburgo (37 554 euros) e a Dinamarca (35 635).

Mulheres ganham menos

Como se não bastasse ser dos países com salários mais baixos, Portugal vai ainda ter de enfrentar, segundo a OCDE, um aumento no desemprego no decorrer deste ano e no próximo. As previsões apontam para um milhão de pessoas sem trabalho na OCDE, com a taxa de desempregados a chegar, em 2009, aos 6%. E Portugal é destacado como um dos Estados mais afectados. O relatório dá ainda conta
da discriminação sentida pelas mulheres no que diz respeito ao trabalho. Por cá, a taxa de emprego das portuguesas foi 20% mais baixa do que a dos homens nos primeiros três meses deste ano. O desequilíbrio marca o mercado de trabalho, avança a OCDE, não só no que diz respeito ao acesso, mas também nas remunerações.

A vida não está também fácil para os jovens portugueses. É que, de acordo com a OCDE, Portugal é o país onde os jovens levam mais tempo a conseguir um emprego. Em média, cerca de 70% dos jovens continuam sem trabalho um ano após o fim do curso .

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1 de julho de 2008

É tudo para ajudar...


Metro aumenta cinco cêntimos

O preço dos bilhetes do Metropolitano de Lisboa vai aumentar 5 cêntimos a partir de terça-feira, dia 1 de Julho, passando a custar 80 cêntimos. Também no Porto, tal como o JN já tinha noticiado na semana passada, os preços dos bilhetes da STCP e da Metro vão subir.
A STCP vai aumentar o preço das suas senhas em 10 cêntimos e no caso do andante a subida de preço dos títulos ocasionais fica-se pelos cinco cêntimos.

"O aumento máximo de referência dado pelo Governo foi de 5,83% para os transportes colectivos, ficando no caso do Metro por "um aumento médio de 5,49% para todos os bilhetes, incluindo o bilhete simples" referiu uma fonte do Metropolitano de Lisboa.

Anteriormente já se tinha verificado um aumento em Janeiro deste ano, outro em 2007 e dois intercalares no ano de 2006, nos meses de Janeiro e Junho.

Também as operadoras privadas vão proceder a ajustamentos dos respectivos tarifários, conforme foi anunciado.

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23 de junho de 2008

Ontem, hoje e amanhã...


Economia regista crescimento mais baixo desde a recessão de 2003

Indicadores de Maio revelam desaceleração em toda a linha e antecipam dificuldades na segunda metade deste ano.

A economia portuguesa está a perder força este ano, numa tendência que deverá manter-se, mostram vários indicadores publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, Banco de Portugal e Governo. O primeiro semestre vai ser “fraco”, o resto do ano inspira pouca confiança e 2009 é uma incógnita, tendo em conta a forte travagem dos maiores parceiros comerciais, observam os economistas.

“Teremos um primeiro semestre fraco. No primeiro trimestre crescemos 0,9% e no segundo, tendo em conta os indicadores mais recentes, não devemos crescer mais do que isso”, diz a economista Paula Carvalho, do Banco BPI. “Junho não será um mês bom, não só pelas manifestações e feriados, mas também pela alteração da postura do BCE, que ameaça agora subir os juros”, explica.

Segundo os indicadores publicados na passada sexta-feira, relativos ao mês de Maio, a economia portuguesa está a evoluir a um ritmo homólogo de 0,4%, o mais baixo desde finais de 2003 (ano de recessão). A confiança dos consumidores está em valores mínimos, vende-se cada vez menos cimento, menos combustíveis, menos veículos comerciais ligeiros. Os indicadores que antecipam a evolução das exportações já estão no vermelho devido à quebra da procura externa dirigida às empresas nacionais. “Se a conjuntura está a piorar lá fora é garantido que o mesmo acontecerá em Portugal, por muito boa vontade que haja em minimizar a situação”, diz Henrique Medina Carreira, ex-ministro das Finanças.

O mercado de trabalho, que costuma reagir mais tarde às crises, também já vacila. João Cantiga Esteves, professor de Economia no ISEG, admite estar alarmado com o “rápido declínio do poder de compra das famílias”. “Se as pessoas consumirem menos, como se convence os empresários de que vale a pena investir e criar empregos no mercado interno?”, pergunta.

Em Portugal, o endividamento das famílias – 129% do rendimento disponível, o segundo mais alto da zona euro – está num máximo histórico. Combinado com a actual moderação salarial, está a levar cada vez mais pessoas a cortarem no consumo para conseguirem pagar as prestações bancárias.


Um final de ano difícil
A OCDE, que no início deste mês cortou quatro décimas ao crescimento português de 2008 e 2009 – para 1,6% e 1,8%, respectivamente – espera que a situação se deteriore este ano. Em 2008, diz a instituição sedeada em Paris, as exportações líquidas – o saldo entre exportações e importações – deverão roubar pontos ao crescimento, o que não acontecia desde 2005. Esta tendência já se verificou no primeiro trimestre deste ano.

Para a economista Paula Carvalho “existe o risco de a economia continuar a desacelerar no segundo semestre para níveis ainda mais fracos”. Isto porque “todos os factores negativos têm tido tendência a agravar-se: o preço do petróleo continua em máximos, as taxas de juro estão em níveis muito penalizadores para as famílias. É possível que as previsões de crescimento para este ano que apontam para valores entre 1,4% e 1,8% tenham que ser revistas em baixa.” O Governo prevê 1,5%.


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17 de junho de 2008

Impressionante!!!


Manifestação da CGTP: "Não me impressionam os números", diz José Sócrates

A mim impressiona-me que uma pessoa deste calibre ainda seja o primeiro ministro de Portugal.
Impressiona-me como é que ainda há portugueses que o apoiam.
Impressiona-me como é que há tantos trabalhadores a recibos verdes, sem qualquer vinculo, sem segurança nos seus contratos laborais.
Impressiona-me o cada vez maior número de desempregados.
Impressiona-me o escasso número de médicos que existe para cada cidadão.
Impressiona-me o tempo que tem que se esperar por cuidados médicos.
Impressiona-me que tenha que se fazer viagens longas à procura de uma maternidade.
Impressiona-me o preço da educação.
Impressiona-me a inflação que não para de subir.
Impressiona-me o lucro dos bancos.
Impressiona-me o baixo salário da generalidade dos trabalhadores.
Impressiona-me o aumento do preço dos alimentos.
Impressiona-me o aumento do preço dos combustíveis.
Impressiona-me o lucro das gasolineiras.
Impressiona-me a falta de apoio ao arrendamento para jovens.
Impressiona-me o aumento das taxas de juro.
Impressiona-me o lucro das construtoras.
Impressiona-me o rico cada vez mais rico.
Impressiona-me o pobre cada vez mais pobre.
Impressiona-me a exploração do homem pelo homem.
Por isso é normal que, com tanto motivo para se impressionar, não se impressione com os 200.000 Portugueses.
Aliás, mesmo que lá estivessem 10 milhões era igual.
O que ele quer saber é só dele e dos seus afilhados...

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É para isto que se aperta o cinto...



Desemprego e inflação vão subir, crescimento ainda menor em 2008

A este ritmo Portugal deverá divergir na expansão económica dos restantes países da Zona Euro. Debilidades estruturais tornam o nosso país muito vulnerável à actual crise internacional

O cenário parece desanimador.

A inflação e o desemprego vão aumentar, enquanto a previsão do crescimento (PIB) da economia portuguesa foi ontem revisto em baixa pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
A expansão da economia portuguesa está antecipada para os 1,6%, menos 0,4% do que a projecção de Dezembro, e também para 2009 a OCDE cortou de 2,2 para 1,8%. A organização estima que a taxa de desemprego se situe nos 7,9%. A confirmar-se a perspectiva da OCDE, Portugal fica 0,7% acima da media da Zona Euro. A par do desemprego, a organização espera dificuldades para as famílias portuguesas. A inflação vai subir para 3% e a poupança dos particulares deve voltar a baixar.
Divergência.
Todos estes indicadores diferem das previsões do Governo. Em relação ao PIB é um pouco mais optimista, uma vez que o Executivo previra, nas Grandes Opções do Plano para 2009 divulgadas a 15 de Maio, que este cresça 1,5%. Na altura o Executivo antecipou a inflação a 2,6% e o desemprego acrescerá em 2008 próximo da média europeia (0,1% abaixo dos parceiros do euro), mas 2009 deverá ser outra vez ano de divergência.

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Velhas oportunidades...


Abandono escolar agravou-se em 2006


As políticas de combate ao abandono escolar não estão a funcionar. Em 2006, Portugal não só não conseguiu reduzir essa estatística negra do sistema de ensino, como assistiu mesmo ao seu agravamento: a percentagem de jovens que saíram precocemente da escola e cujo nível de estudos não ultrapassa o 9º ano de escolaridade subiu de 38,6%, em 2005, para 39,2%.

Os últimos dados do Eurostat, compilados pelo Observatório do Emprego no estudo Aspectos Estruturais do Mercado de Emprego, revelam ainda outra realidade desencorajadora. Apesar de ter havido uma contenção de três pontos no abandono escolar, ao longo dos últimos seis anos, "a taxa portuguesa continua a ser mais do dobro da verificada para a média da União Europeia". E isto é verdade para as sucessivas configurações comunitárias: a 15 estados, 25 ou a 27.

Os indicadores para a UE a 25 revelam uma taxa de abandono escolar de 15,1%; para a UE a 27 assinalam uma taxa de 15,4%; enquanto que para os Quinze, o valor sobe para 17%.

Ou seja, se é verdade que as coisas já não estão exactamente no ponto em que estavam na década de 90, outros países europeus estão igualmente a fazer esforços para combater o insucesso escolar e alguns têm sido mais eficazes do que Portugal nessa tarefa, dificultando o processo de convergência.

Estes resultados ameaçam inviabilizar o cumprimento das metas traçadas pelo Governo tanto no Plano Nacional de Acção para o Abandono Escolar (PNAPAE), como no plano nacional de emprego. Neste último, o Governo propunha-se reduzir a saída precoce do sistema de ensino para 30% até 2008 e para 25% até 2010. E aumentar a percentagem de jovens com o ensino secundário para 65% até 2010. Atendendo a que já estamos quase em 2008, e que os progressos dos últimos quatro anos não têm ido além de um ponto por ano, é praticamente impossível recuperar dez pontos em pouco mais de um ano.

Todas as apostas do Governo centram-se agora no relançamento dos cursos técnico-profissionais e na reforma no sistema de formação profissional, que passa por cursos de certificação escolar e profissional.

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Sócrates no país das maravilhas...


Portugal é o país da UE com mais desigualdades na distribuição de rendimentos

Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade. O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui, no entanto, que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos, à excepção de Portugal.

O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus. Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.

"Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos.

Contudo, se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

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Desce, desce, balão desce...



Governo revê em baixa estimativas de crescimento do PIB em 2008

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou hoje que o Executivo reduziu em 0,7 pontos percentuais a sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional dos anteriores 2,2 para os 1,5%, um valor intermédio entre as previsões do FMI e as da Comissão Europeia.

Ao falar ao início da tarde durante a conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros de hoje, Teixeira dos Santos adiantou ainda que o Governo reviu também em baixa as suas previsões para o crescimento da economia portuguesa em 2009, para apenas 2,0%.

Para 2010, o Governo espera agora que o PIB nacional aumente 2,2%.

O ministro acrescentou que são ainda necessários mais dados macroeconómicos para que seja possível traçar um quadro mais claro do desenvolvimento da economia portuguesa.

Esta manhã, o Instituto Nacional de Estatística revelou que o PIB nacional se contraiu 0,2% no primeiro trimestre do ano face ao último trimestre de 2007, apresentando um crescimento de 0,9% face ao período homólogo do ano passado.

O Fundo Monetário Internacional tem uma previsão de crescimento para a economia nacional de 1,3% em 2008, enquanto a Comissão Europeia espera que Portugal cresça 1,7% este ano.

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Aperta mais um bocadinho...


Economia portuguesa recua no primeiro trimestre e apresenta pior resultado da Zona Euro

A economia portuguesa recuou 0,2 por cento no primeiro trimestre do ano, em comparação com o trimestre anterior. Este valor fica muito abaixo das previsões feitas pelas diversas instituições e constitui mesmo o pior resultado dos países da Zona Euro no primeiro trimestre de 2008.

A economia portuguesa voltou a terreno negativo no primeiro trimestre de 2008, surpreendendo pela negativa as estimativas feitas ontem pelos departamentos de estudos económicos dos bancos nacionais.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje mostram um resultado decepcionante, com a economia portuguesa a crescer apenas 0,9 por cento no primeiro trimestre de 2008 face a igual período do ano passado e um decréscimo de 0,2 por cento face ao último trimestre de 2007.

Estes resultados são mesmo os piores da Zona Euro que, face a dados também divulgados hoje, mas pelo Eurostat, cresceu 0,7 por cento no primeiro trimestre de 2008 face ao último trimestre do ano passado e 2,2 por cento face ao primeiro trimestre de 2007. Sublinhe-se que se considera que uma economia entra em recessão técnica quando apresenta dois trimestre consecutivos de crescimento negativo.

Estes dados, que ainda são apenas a estimativa rápida do INE e, como tal, poderão vir a ser revistos, colocam uma pressão ainda maior sobre o Governo que, entre hoje e amanhã deverá apresentar as suas novas estimativas para o crescimento económico em 2008. Recorde-se que a previsão de crescimento do Governo para 2008 ainda se mantém nos 2,2 por cento.

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Pelo menos podiam ter aberto as janelas...



Sócrates e Pinho violaram proibição de fumar a bordo do voo de Lisboa para Caracas

O primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e vários membros do gabinete do chefe do Governo violaram a proibição de fumar no voo fretado da TAP que ligou Portugal e Venezula e que chegou às cinco horas da manhã de ontem a Caracas (hora de Lisboa, 23h30 na capital venezuelana). O assunto foi muito comentado durante o voo por membros da comitiva empresarial que acompanha Sócrates e causou incómodo a algum pessoal de bordo.

O supervisor do voo, a segunda autoridade a bordo logo após o comandante, disse não ter dúvidas de que era proibido fumar a bordo e, embaraçado, falou em “situações de excepção.

(…)

Com o avançar da noite as coisas acalmaram junto à “zona de fumo”. Pelas duas da madrugada o primeiro-ministro, membros do seu "staff" e alguns empresários reuniram-se em conversa junto à “zona” fumo, apesar de nesse momento e durante cerca de uma hora estarem acesas as luzes de obrigatoriedade de os passageiros se encontarem sentados e com os cinto de segurança apertados. Nessa altura, alguns já nem se escondiam atrás da cortina para fumar. Pelas 3h05 o próprio primeiro-ministro, que nesse momento falava com alguns gestores da industria farmacêutica, acendeu um cigarro à frente de todos, desta vez também sem se esconder atrás da cortina.

(…)

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É do crescimento, ó Teixeira...


Inflação homóloga aumentou em Março para 3,1 por cento

Os produtos alimentares e bebidas, bem como os combustíveis, continuam a ser determinantes no agravamento da inflação.

A taxa de inflação homóloga de Março subiu para 3,1 por cento, duas décimas de ponto em relação aos 2,9 por cento apurados no mês precedente. A inflação média dos últimos doze meses, medida de referência para o aumento salariais da função pública, continua em ascensão e aumentou uma décima em Março, face a Fevereiro, para 2,6 por cento.

Na variação mensal, os preços dos bens e serviços subiram 1,5 por cento entre Fevereiro e Março deste ano, assinala hoje o Instituto Naconal de Estatística (INE), contra uma variação nula no mês anterior.

Para a formação da taxa de variação homóloga, as contribuições positivas mais significativas foram dadas pelos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, os transportes, a habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e no lazer, recreação e cultura.

Na variação mensal, as principais contribuições do índice de preços no consumidor veio dos artigos de vestuário, calçado e combustíveis e lubrificantes para equipamento para transporte pessoal.

De acordo com a última informação disponível para os países membros da Zona Euro relativa a Fevereiro de 2008, o IHPC português registou a segunda menor taxa de variação homóloga (2,9 por cento), a par com a Alemanha. O valor médio da Zona Euro é de 3,3 por cento.

O índice harmonizado de preços no consumidor apresentou entre Fevereiro e Março de 2008 uma variação de 1,5 por cento, duas décimas de ponto percentual superior à observada no período homólogo.

A variação média dos últimos 12 meses aumentou para 2,6 por cento (2,5 por cento em Fevereiro).

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O zurrar do Dr...

Ministro da Ciência diz que licenciados não sofrem de desemprego

O ministro da Ciência e Ensino Superior está convencido de que quase não há licenciados desempregados em Portugal, mas não especificou se o trabalho que encontram em qualificado ou se tem relação com a área em que tiveram formação superior.

Comentando na Rádio Renascença um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) sobre o ensino superior, o ministro, Mariano Gago, disse que “quase não há desemprego entre licenciados”.

Segundo Mariano Gago, quase todos os profissionais com formação superior entram no mercado de trabalho durante o ano seguinte ao termo da sua licenciatura.

“O número de profissionais que sai dos cursos superiores todos os anos para o mercado de trabalho não chega e são todos absorvidos pelo mercado”, disse o ministro à Renascença.

O ministro reconhece no entanto que o emprego encontrado fica muitas vezes aquém das expectativas: “É verdade que muitas vezes, e muitos jovens sentem isso, o primeiro emprego não é aquele que gostariam de ter”, ressalvou, frisando logo de seguida que, “ao fim de um ano de saídas do ensino superior”, não existe “ninguém desempregado”.

Mariano Gago diz também que existem cursos iguais em várias instituições de ensino e que os que revelam menos saída acabam por fechar ou ser reestruturados.

O relatório da OCDE, intitulado “O Ensino Superior na Sociedade do Conhecimento”, envolveu 24 países. No documento considera-se que, além de haver poucos licenciados para as necessidades do mercado português, as instituições de ensino superior são muito dependentes do dinheiro do Estado, pelo que sugere um aumento do valor das propinas.


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É que vêm aí o Aeroporto, o TGV, as barragens...


Jorge Coelho prepara-se para ser o próximo CEO da Mota-Engil

Jorge Coelho prepara-se para ser o próximo presidente executivo da Mota-Engil. O convite já foi feito e aceite, mas com uma condição: que os accionistas aprovem o plano estratégico proposto por Coelho para o grupo para os próximos cinco anos.

Jorge Coelho prepara-se para ser o próximo presidente executivo da Mota-Engil. O convite já foi feito e aceite, mas com uma condição: que os accionistas aprovem o plano estratégico proposto por Coelho para o grupo para os próximos cinco anos.

Essa proposta deverá estar pronta no final de Abril, estando Jorge Coelho a prepará-la na figura de consultor da empresa. Se for aceite, a ascensão do dirigente socialista na empresa marcará uma mudança de página na Mota-Engil, que separa a gestão da família. António Mota assumirá o cargo de "chairman".

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Só???


Quase dois milhões de pessoas vivem à beira da pobreza

Quase 20% da população vive no limiar da pobreza, ou seja, existem quase dois milhões a ganhar cerca de 4.575 de euros por ano. São 381 euros mensais.

Quase 20% da população portuguesa vive no limiar da pobreza, ou seja, existem quase dois milhões de pessoas a ganhar em média cerca de 4.575 de euros por ano (cerca de 381 euros mensais).

Este valor pressupõe que essas pessoas apenas têm rendimentos monetários – salários, remunerações de trabalho por conta própria, pensões ou outras transferências sociais. Caso se incluam os rendimentos não monetários, como o auto-consumo, a casa própria (não hipotecada ao banco) e os recebimentos e salários em géneros, o grau de pobreza nacional cai ligeiramente para cerca de 16% da população. Ainda assim significa que se encontram nessa situação limite quase 1,7 milhões de portugueses.

O INE, que ontem divulgou os dados, sublinha que “os rendimentos não monetários desempenham claramente um papel ‘equalizador’ e de atenuação do fenómeno da pobreza e da exclusão social”. Esta parcela do rendimento ganhou importância face ao inquérito de 2000: era 13,5% do total, actualmente representa quase 20%.

De acordo com as estatísticas oficiais, a população pobre – pessoas que ganham 60% ou menos do rendimento mediano anual por adulto equivalente – voltou a aumentar entre o inquérito relativo a 2005 e o ontem publicado, referente a 2005/2006. O rácio que mede esse “risco de pobreza” piorou de 18% para 19% da população total. Em todo o caso, mostra o INE, a desigualdade entre ricos e pobres, medida pelo índice de Gini, reduziu-se ligeiramente no período em análise.

Os habitantes das regiões rurais e as famílias com mais filhos são os segmentos da população mais expostos à pobreza. O rendimento médio no Alentejo era, em 2005/2006, o que estava mais distante da média nacional: cada família alentejana ganhava apenas 80% da média nacional, ou seja, 14.067 euros anuais ou 5.760 ‘per capita’. O rendimento médio da região de Lisboa era 24% superior à média nacional.

O INE conclui ainda que existe uma “maior precariedade dos rendimentos nas famílias numerosas e com crianças”. O rendimento médio por indivíduo dos agregados familiares com crianças ou jovens dependentes era 83% do rendimento disponível ‘per capita’ do conjunto da população (8.790 euros).

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É justo... Coitadinhos dos bancos...


Bancos pagam menos 29% de impostos

Em 2007, a banca pagou menos 156 milhões de IRC, apesar de os lucros terem aumentado 9%. O aumento das provisões, o planeamento fiscal e as novas regras de contabilidade explicam a redução acentuada.

Os bancos pagaram, no ano passado, menos 28,7% de impostos ao Fisco do que em 2006, ou seja, entraram menos 156 milhões de euros nos cofres do Estado. Mas mais do que esta queda de impostos – que pode em parte ser explicada pelos mais reduzidos lucros atingidos, por exemplo, pelo BCP – os dados divulgados ontem pela Associação Portuguesa de Bancos (APB) mostram que, proporcionalmente aos resultados ganhos, a banca pagou menos impostos. Esta evolução é demonstrada pela taxa efectiva de imposto paga em 2007, que mede o peso dos impostos no resultado antes de impostos dos bancos. Assim, no ano passado, a taxa ficou-se pelos 13,6%, face aos 19,4% de 2006. Um valor que compara com a taxa nominal de IRC que está fixada nos 25%.

A síntese da actividade bancária em Portugal no ano passado, feita pela APB, que reúne a quase totalidade das instituições presentes no país, revela, por isso, um resultado antes de impostos globalmente registado de cerca de 2.847 milhões de euros, sobre os quais foram pagos 388 milhões de euros de impostos, dando origem a um resultado líquido de 2.459 milhões de euros.

O planeamento fiscal de que os bancos podem recorrer permite que, por exemplo, que, através das provisões constituídas para riscos de crédito e outros, se possa reduzir a base sobre a qual incide depois o imposto a pagar. Os números da APB mostram, aliás, que as ‘provisões e similares’ aumentaram 31,8% em 2007, mais 364 milhões de euros que foram deduzidos aos resultados brutos dos bancos do que em 2006. Por outro lado, factores como os prejuízos de empresas pertencentes aos grupos bancários ou resultados que são reportados em ‘off-shore’ permitem reduzir os impostos a pagar.

Apesar de serem medidas legais de planeamento fiscal, o Governo anunciou medidas destinadas, precisamente, a limitar algumas operações de provisionamento. O objectivo, recordou o ministro das Finanças na entrevista concedida ao Diário de Notícias/TSF no domingo, é chamar “à matéria colectável uma parte mais significativa dos resultados brutos do sector financeiro”.

O Diário Económico tentou contactar o presidente da APB que, até ao fecho da edição, não esteve disponível.

Os números da APB revelam que, no global, os lucros da banca subiram 9% em 2007 para os 2.459 milhões de euros, ajudados em grande parte pela subida de 8,7% da margem financeira, para os 5.346 milhões de euros, e de 6,4% das comissões, até aos 2.010 milhões de euros.

Uma contribuição - a principal fonte de receita do sector - que tem, aliás, ajudado aos lucros da banca nos últimos anos. Desde 2004, e até final de 2007, a margem financeira subiu 35% e as comissões aumentaram 33,7%.


Cinco maiores bancos pagaram 638,8 milhões de euros de impostos no ano passado

Carlos Santos Ferreira, Presidente do BCP
O BCP foi, dos cinco, o que menos impostos pagou face aos resultados. Os 69,6 milhões de euros entregues ao fisco representaram 10,1% dos 688,2 milhões de resultado bruto ganho em 2007.

Faria de Oliveira, Presidente da CGD
O banco estatal foi, depois do BCP, o que menos pagou pelo exercício de 2007. Dos 1.080 milhões de euros brutos de resultados, 182,5 foram entregues ao Fisco, ou seja, 16,8%.

Ricardo Salgado, Presidente do BES
O BES entregou ao Fisco 152,5 milhões de euros, ou seja, 19,36% do seu resultado bruto de 787,6 milhões de euros. À semelhança de outros bancos, a taxa foi inferior à registada em 2006.

Nuno Amado, Presidente do Santander Totta
O Santander Totta entregou aos cofres do Estado 125,6 milhões de euros relativos ao ano de 2007. Um valor que representa 19,7% do resultado bruto de 636,4 milhões de euros.

Fernando Ulrich, Presidente do BPI
Em 2007, o BPI pagou 108,6 milhões de euros de impostos, a que corresponde uma taxa efectiva de 24%, face aos 452,5 milhões de resultado bruto, próxima da taxa nominal de IRC, de 25%.

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???Quê???


Madeira: Jaime Gama elogia Alberto João Jardim por "obra ímpar"

A Madeira tem em Alberto João Jardim "um exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo", defendeu, hoje, no Funchal, o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que descreveu o desenvolvimento local como "obra ímpar".

Para Jaime Gama, a Madeira é "a expressão de um vasto e notável progresso no País".

"A Madeira é bem o exemplo, com democracia, com autonomia, com a integração europeia de um vasto e notável progresso no País", declarou.

Para Jaime Gama, a Região Autónoma da Madeira é "um trabalho notável, é uma conquista extraordinária, é uma obra ímpar e isso deve ser reconhecido".
(...)

Jaime Gama sustentou que a Madeira tem em Alberto João Jardim "um exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo".

De acordo com o presidente da Assembleia da República, "na Madeira, tudo é uma conquista e, por isso, é que a vivência e concepção de autonomia na Madeira não é tanto a institucional, a conceptual ou jurídica, é sempre uma concepção de luta, de combate, de tenacidade, de vitória, de dinâmica, de afirmação em crescente".

"Isso deve ser entendido, deve ser compreendido, deve ser aceite, deve ser integrado, deve ser reconhecido e deve ser valorizado", concluiu.

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O zé fez falta...

Proposta não foi votada na reunião de câmara
Sá Fernandes força Wind Parade Lisboa 2008 contra vontade da maioria dos vereadores

O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda José Sá Fernandes e os socialistas que com a sua ajuda governam a Câmara de Lisboa foram ontem alvo de violentos ataques verbais na reunião da autarquia, depois de terem forçado a implantação de 15 ventoinhas de produção de energia eólica em vários pontos da cidade, contra a vontade da maioria dos vereadores.

Os autarcas do PSD abandonaram a sala em protesto, não sem antes se terem manifestado contra esta “ausência de regras democráticas” e este “enxovalho”. E não descartam a possibilidade de recorrerem a “outras instâncias”, embora não especifiquem quais, para se queixarem do sucedido.
Apesar de as suas competências lhe permitirem levar o projecto por diante sem o submeter à votação dos restantes vereadores, Sá Fernandes optou por apresentar uma proposta nesse sentido na reunião de câmara. Quando percebeu que tudo se encaminhava para o chumbo do projecto, que só o PS aprova, optou, por sugestão do presidente da autarquia, António Costa, por retirar a proposta. Mas anunciou ao mesmo tempo que levará o projecto por diante, mesmo sem a concordância da maioria dos vereadores, uma vez que as suas competências lho permitem.
O ruído e o impacto visual das microturbinas são as principais objecções à sua instalação, que será temporária, apenas entre Julho e Dezembro - e que servirá mais como campanha de sensibilização para as energias alternativas do que como real fonte de produção de energia eólica, uma vez que Lisboa não tem muitos locais onde a força do vento seja suficientemente elevada.
O vereador Pedro Feist, do grupo Lisboa com Carmona, declarou que nos 32 anos que leva da autarquia lisboeta nunca viu “uma situação destas”, em que um vereador tenha passado por cima da vontade dos seus pares. Já Helena Roseta falou em “baixa democracia”. Sá Fernandes e os socialistas foram acusados de autoritarismo por toda a oposição. “Foi um episódio que pensei que jamais pudesse acontecer na Câmara de Lisboa”, observou o comunista Ruben de Carvalho, que vê a situação como “um claro desrespeito pela democracia”. O PCP ameaça desenvolver sobre o assunto “o mais enérgico protesto político, com todos os recursos” que tiver “à mão”.

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